Arquivo de janeiro, 2010

Ahhhhh, passa amanhã…

James_BondDo momento em que acordamos até a hora em que vamos dormir somos bombardeados por propagandas de todos os lados. Ao ligar a TV, o Rádio, ao abrir uma revista, ao levar o cachorro para passear, ao navegar na internet. Tem sempre alguém querendo nos vender alguma coisa. Nada contra, afinal, esse também é o meu ganha pão. O problema aparece quando o produto não interessa e o que é pior, quando o “vendedor” passa a ser chato. Artificial.

Acho que hoje a maior prova de chatice publicitária é o product placement tupiniquim (conhecido popularmente como merchandising). Foge a minha compreensão o porquê uma forma de exibição de marca/produto tão legal e habilmente usada por estadunidenses, europeus e até asiáticos, em nossas mãos, vira um momento de total vergonha alheia.

Nos filmes, seriados e clipes importados é comum ver marcas como Apple, Coca-Cola, Starbucks e seus produtos colocados escancaradamente na nossa frente. Eu só não me lembro de ter visto algum ator se referir a eles em cena. Por exemplo: Um casal deitado numa cama, conversando. Ele lendo um livro. Ela com um Macbook no colo. Eles estão falando sobre alguma coisa, mas ele não cita o livro e ela não diz nada sobre o Mac. Mas a maçã iluminada está lá apontada para a sua (minha) cara, e quer saber? Eu adoro! Queria ter um daqueles brinquedinhos! Queria ter uma mulher daquelas! Queria ter uma vida daquelas! E é isso. O product placement surtiu efeito. Não tentou me vender um produto da Apple, mas me vendeu “o sentimento de ter um produto da Apple”. Fiquei com vontade e confesso que de verdade estou louco pra comprar um Macbook. E isso acontece sempre: Queria passar numa Starbucks a caminho do trabalho para comprar café para mim e para os meus colegas da criação, queria ter uma Harley-Davidson para cruzar o país, queria um tênis da Nike para correr no Central Park.

forrest-gump-cortez-nikePor falar em Nike, o @johnnytrainoti lembrou aqui de um PP no filme Forrest Gump. A namorada de Forrest lhe dá um par de tênis “especiais para corrida”. Mais tarde, quando perguntado por que ele corria o protagonista responde: “Eu apenas corro” ou traduzindo: JUST DO IT! Lindo isso!

Mas aí me vem a Rede Globo com o seu merchandising de novela: Mãe e filho na cozinha conversam. Ele em pé tomando água. Ela sentada em frente a um laptop navegando na internet. Ele diz: “Mãe, que tal se a gente fosse jantar juntos?” e ela responde “Calma filho, deixa eu fazer uma transferência no Itaú Bankline! É rápido, prático e seguro… pronto, terminei! Vamos jantar meu lindo”.

Ou ainda: Duas amigas conversam na sala. Uma terceira entra com a sacolinha da Natura (Detalhe, a casa é uma mansão e as mulheres certamente teriam dinheiro para usar produtos importados e bem mais caros, tornando a cena inverossímil), daí uma delas vira e diz: “Nossa são cremes?” (detalhe 2, como ela adivinhou?) e recebe como resposta: “Sim, são cremes! Acabei de pegar com a minha revendedora!”.

Pronto, a Rede Globo acabou de perder a oportunidade de ganhar um bom dinheiro apresentando uma bela geladeira inox da Bosch e um laptop Sony Vaio, no caso do primeiro exemplo e também de vender um Tag Heuer no pulso de uma delas e uma TV LG de 52” no segundo caso (aliás, por que a gente não vê aparelhos de tv nas salas das novelas?), tudo isso sem a necessidade de me deixar com ânsia de vômito.

E pra não dizer que não falei em flores (ou filmes), as produções nacionais também não primam pela sutileza, tendo em vista o grande número de fachadas de banco “aparecendo” durante as tomadas.

Como eu disse anteriormente, eu não entendo isso. Será que as TVs brasileiras acham que os telespectadores são tão burros que não perceberiam uma marca inserida no contexto da trama? E outra, o que é mais importante, me dizer que esse ou aquele produto/serviço quer fazer parte da minha vida ou me deixar com vontade de que ele o faça? Product placement brazuca me deixa com sentimento de vergonha alheia do ator, do canal de tv, do produto/serviço em questão e da marca.

Será tão difícil assim acertar na mosca? Não sei, só sei que agora eu vou tomar a minha Coca-Cola ultra gelada e comer as deliciosas bananinhas da Padaria Pão da Hora. Até +.

Promessas de Ano Novo por Christian Barbosa

Ao final de cada ano todos começam a prometer milhões de coisas. “Esse ano vou emagrecer”, “vou ler mais”, “Fazer exercícios”. Promessas de ano novo já fazem parte do ritual da passagem de ano, é quase como usar roupa branca no dia 31, todos fazem. Mas será que todos sabem como uma meta deve ser feita?

Esse é o primeiro tema que Christian Barbosa@christiantriad – inicia uma série de vídeos curtos, que serão veiculados em seu blog, Mais Tempo, e no portal, Você com mais tempo, e reproduzidos aqui, sobre planejamento pessoal, gestão do tempo e produtividade.

Aproveitem

* Christian Barbosa é empresário, nerd, consultor e palestrante especializado no tema da administração do tempo e produtividade pessoal. É autor de 4 livros – A Tríade do Tempo, Você dona do seu Tempo, Estou em Reunião e Mais Tempo Mais Dinheiro -além de escrever para o seu blog Mais Tempo que também é o blog do portal Você com mais Tempo, da Você S/A.

O paulista Christian Barbosa é cientista de computação e o maior especialista no Brasil em administração de tempo e produtividade. Abriu sua primeira empresa aos 15 anos e foi um dos profissionais mais jovens do mundo a receber o certificado da Microsoft.

É fundador da Triad Consulting, empresa multinacional especializada em programas e consultoria na área de produtividade, colaboração e administração do tempo. Dá treinamento e palestras para as maiores empresas do país e da Fortune 100. Sua metodologia já foi tema de matérias em diversos veículos conceituados, como as revistas Veja, IstoÉ e Época. É Facilitador do programa de empreendedores do Sebrae/ONU-Empretec e autor dos livros A Tríade do Tempo e Você, Dona do Seu Tempo, Estou em reunião e Mais tempo mais dinheiro.

Crescer Vs. Aparecer

Existe uma máxima na comunicação que diz que quem não é visto não é lembrado. Tendo essa afirmação como base, 98,86% (segundo a Dataneto) das empresas preferem ser vistas a qualquer custo, mesmo que a gente não queira. Para isso, fazem o diabo: Aumentam o logo, poluem a cidade e o ciberespaço, invadem programas de tv, transformam revistas de circulação nacional em catálogos da marca e, não satisfeitas, emporcalham as camisas dos times de futebol (principalmente no Brasil).

Na minha humilde opinião, camisa de time de futebol é que nem a mãe da gente. Merece respeito. Ninguém pensaria em transformar a mãe num jornal de bairro, loteando espaços no corpo dela. Sendo assim, por que insistem em disfarçar as camisas dos times num mosaico de mau gosto?

“Porque senão não tem grana pra montar um elenco decente”, responderiam alguns.

Pois bem, para acabar de vez com essa piada pronta, segue um case de tirar o logo feito pelos nossos hermanitos argentinos.

A nova camisa do Racing, time da primeira divisão do futebol argentino sediado em Avellaneda, apresenta um detalhe sustentado por poucos clubes no mundo, mas que faz toda a diferença para quem realmente ama o seu time. O clube negociou a cota de patrocínio principal com o Banco Hipotecario Nacional, uma instituição que quer se estabelecer como uma entidade de serviços gerais e que, por isso, precisa se aproximar do target. Até aí nada de novo, mas o detalhe (que faz toda a diferença) é que o banco optou por NÃO COLOCAR A SUA MARCA NA CAMISA!!!

Isso mesmo, o banco vai pagar o patrocínio, mas não exibe o logo no uniforme!

Todo o esforço de marketing do banco será fixado no conceito de “Nós devolvemos a camisa à torcida”. Esse é o slogan a ser utilizado nas ações relacionadas ao Racing.

O Racing e o seu patrocinador Banco Hipotecario Nacional (que faço questão de citar novamente), servem como exemplo. Provam por A+B que outros caminhos são possíveis. Ao abrir mão da exposição da marca, o banco mostra respeito ao torcedor ressaltando o seu orgulho (Eu se fosse torcedor do Racing já teria aberto a minha conta nesse banco).

Nem na Europa, onde as camisas dos grandes clubes são sagradas (e existem muitas outras formas de remuneração), esse fato é comum. Por isso a ação de marketing do Racing/Hipotecario foi tão amplamente divulgada nos quatro cantos do planeta (coisa que Batavo nenhuma vai conseguir).

A publicidade brasileira anda tomando cacetes homéricos da publicidade argentina quando o assunto é criatividade. Será que agora é a vez do marketing? Isso eu não sei, só sei que eu tenho um pedido a fazer. Não chores por mim Argentina. Deixe que eu mesmo faço isso.

Skol lança o Guia do Verão Redondo

Site_skol

A nova campanha de verão Skol está no ar. Campanha totalmente online segundo a empresa tem como base o site Guia do verão redondo. O site/guia trará as informações redondas sobre as praias e atrações que, talvez, não serão encontrados em outros guias.

Ao entrar no guia, o usuário assume o controle de um barco e com ele pode ir até as praias para conhecer o que eles oferecem. Dentre os locais, estão praias de cinco estados: São Paulo, Santa Catarina, Bahia, Espírito Santo e Pernambuco. Navegando pelas praias, o usuário pode conferir fotos, vídeos e textos sobre o local, além da previsão do tempo sempre atualizada pela Garota do Tempo Skol.

Além disso, o usuário poderá colaborar com o guia, enviando fotos e dicas que, junto com o conteúdo, estarão disponíveis no Google Maps.

A criação da campanha foi da agência F/Nazca em parceria com a produtora Bossa Nova Films.

10 x 0 para a Lusa

Não sei quanto a vocês, mas eu me pergunto sempre: O que estará acontecendo com o marketing no futebol? Aliás, me pergunto mesmo o porquê nada acontece (pelo menos que preste) com o marketing no futebol. Ideias são muitas. Boas, quase nenhuma. Já tentaram de tudo, do amarelo marca texto à Lista Telefônica (camisa do Corinthians). Cá entre nós, tenho até duvidas se realmente ainda torço pro Timão. Às vezes me pego gritando no maior desespero: “Vai Baú, cruzaaaa… O jogador do Bozanno tá desmarcado”. Mas quando a gente acha que já viu (e detestou) tudo, eis que um facho de luz vem de onde menos se espera. E quando digo “de onde menos se espera” é “de onde menos se espera” mesmo: Da Portuguesa! Que apesar de uma boa estréia no Paulistão, bom… É a Portuguesa, né!

Camiseta Portuguesa

Lançado recentemente, o terceiro jogo de camisas da Portuguesa (produzido juntamente com a Pênalti e a grife Cavalera), é o tema de uma promoção do clube e terá como destaques a realidade aumentada e o belo design.

Imagem_Realidade_Aumentada

Em sua manga direita, o uniforme traz um quadrado branco com um “L” em seu interior. Posicionando esse espaço em frente a uma webcam, o torcedor receberá um código que por sua vez libera um questionário no site www.tudosobrealusa.com.br. Ao responder esse questionário, o torcedor concorre a prêmios (vinculados ao seu ranqueamento final), que vão desde a presença em um treino da Lusa dentro do gramado, freqüentar a concentração da equipe e até reunir os amigos para jogar no estádio do Canindé contra o time da Portuguesa. A intenção de tudo isso é simples: Reforçar o relacionamento entre o torcedor e o clube.

Com essa ação a Lusa saiu na frente de todo mundo, deixando para trás nomes como Adidas, que prepara uma ação parecida, só que para um calçado da marca.

Essa ação está em linha com a proposta do uniforme desenvolvido pela Cavalera. Predominantemente negro, o uniforme tem uma cruz cinza no centro e detalhes que remetem a azulejos portugueses. Mas não sou inocente. Esse belo design fatalmente será arruinado pelos patrocínios da camisa.

Mas enfim, isso é um assunto para o próximo post e mesmo que o belo design da camisa seja arruinado a ação foi boa.

Em ano de Copa do mundo a Humann contrata reforços

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A Humann começou 2010 com força total. Novos projetos, novos clientes e novas contratações. Giles Zagui, designer gráfico (e meio-campista), desde segunda-feira 25/01, faz parte do nosso time. Com uma bela bagagem profissional, Giles chega para dar “outra cara” à criação da agência e os primeiros materiais já prometem. Agora é aguardar para ver os trabalhos nas ruas.

Seja bem-vindo Giles. Sucesso!

Flash Mob da TAP Portugal em homenagem ao aniversário de São Paulo

A TAP Portugal e a Infraero realizaram na última segunda-feira, 25/01, uma ação de Flash Mob no aeroporto internacional de Guarulhos em homenagem aos 456 anos da cidade de São Paulo,”a cidade mais cosmopolita da América do Sul” segundo a empresa, e aos 25 anos do aeroporto.

Partindo de uma ópera e terminando com Mamonas Assassinas, a ação é a terceira que a empresa realiza nos mesmos moldes. A primeira foi em Lisboa e a segunda no Rio de Janeiro.

Uma ação diferente, divertida, e como pode-se ver no vídeo, chamou muito a atenção de todos que estavam no aeroporto.

Dica da @Badouy pelo Twitter

O novo site Humann

Depois de alguns meses de espera e expectativa entra hoje no ar o novo website Humann. Ele foi desenvolvido em parceria com a Lampejos Comunicação Digital para permitir que todos encontrem o máximo de informação sobre os clientes e trabalhos da Humann. Seu formato obedece às necessidades e ideias da agência, sendo totalmente customizável. O novo site, o Blog da Humann e o Twitter HumannCom vão levar mais informação aos clientes e amigos sobre o dia-a-dia da agência, o mercado e a comunicação em geral.

Acesse, comente, siga.

humann.com.br

@HumannCom

Humann 2010

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2010 já está aí, bem debaixo dos seus pés. Mas cuidado! Um passo em falso e você pisa em Abril e daí para Junho é um pulo…

 Mas mantenha a calma. Respire fundo e controle o café. Ou, melhor ainda, esqueça o café!

 A Humann propõe a você que 2010 seja o ano do Cha (Assim mesmo, sem acento)!

 Troque a Correria, a Afobação, a Fadiga e o Estresse pelo Conhecimento, pela Habilidade e pela Atitude!

 Através do Conhecimento você visualiza melhor os desafios e com Habilidade não há nó que resista a ser desfeito. Com Atitude tudo está ao seu alcance. Adicione a isso gotas de coragem, ânimo ou otimismo e o sabor de 2010 será melhor ainda!

 Pegue a sua caneca e aproveite!

O Blog da Humann

“Quem não se comunica, se trumbica!”, já dizia o bom, velho e finado Chacrinha. Hoje essa verdade está ainda mais escancarada.  Quem não se comunica e bem, se trumbica muito e rápido.

O alvo (também conhecido como eu e você) se fragmenta mais e mais. A abordagem, antes plural, se torna mais singular e com o artigo cada vez mais definido. O que serve para eu não funciona para tu. O que é para ele não interessa a nós. E com todo respeito a vós, eu realmente prefiro ir com eles.

O que dizer? Para quem? Quando? De que forma? Viral ou guerrilha? Novas mídias ou a antiga mímica? E o mais importante: Quem mexeu no meu queijo? Koetler, Porter, De Masi ou Ringo?

A resposta para essas e outras perguntas você encontrará aqui no blog da Humann.

Aqui serão postadas matérias que retratam o pensamento global e o mercado regional. A visão dos profissionais da área, dos clientes, fornecedores, acadêmicos e estudantes, sobre negócios, comunicação, administração, marketing, dinheiro, carros, mulheres e iates.

As grandes pequenas sacadas e as pequenas grandes ideias. Pensamentos, divagações, devaneios e espasmos. Grandes orçamentos e o popular “não temos muita verba”.

Esse é o espaço criado pela Humann para a exposição e o debate de pontos de vista e ideias. Qualquer semelhança com pessoas, fatos, lugares e situações será mera coincidência. Ou não.