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Transforme-se no “Chapeleiro Maluco” | “MadHatter Yourself”
mar 12th
Transforme-se no “Chapeleiro Maluco“, personagem de Johnny Depp no filme “Alice no País das Maravilhas“, que estreou nos Estados Unidos no último dia 05. Essa tranformação é possível graças ao aplicativo “MadHatter Yourself” para Facebook criado pela Disney, onde o usuário pode escolher se quer utilizar sua foto do perfil ou capturar uma nova foto pela webcam.
Outra atração do filme na internet é o site oficial. Nele é possível encontrar imagens do filme, a história da Alice, fazer downloads de wallpapers, enfim, entrar no País da Alice. Além do aplicativo para o Facebook, o site conta ainda com mais 2 games sobre o filme.
Com lançamento previsto para 23/04 no Brasil, o filme dirigido por Tim Burton estreou no último dia 05/03 nos Estados Unidos, e contabilizou uma arrecadação de US$41 milhões no primeiro fim de semana.

Que a vida imite a arte…
fev 4th
Após a publicação da lista dos indicados ao OSCAR 2010 notamos nela uma tendência ao resgate de bons roteiros. Na frente temos o todo poderoso Avatar e o seu mega-sucesso de bilheteria, com 9 indicações. Seguido por 5 produções que têm como ponto forte, pelo menos, um bom roteiro. Será que Hollywood se cansou dos Blockbusters? Ou será que os grandes estúdios descobriram que sim, gente comum também pensa? Ou ainda: Será reflexo da crise do ano passado que fez com que um bom redator/roteirista (infinitamente mais barato), fosse mais viável que horas e horas de renders? Essa última opção, para mim, é a mais indicada.
Não acredito que Hollywood leve em conta a nossa inteligência, nem que eles tenham descoberto que menos é mais.
Pensem comigo: Grandes investimentos só viram lucro caso batam seus orçamentos milionários. Já se o investimento for intelectual o retorno é praticamente garantido, pois via de regra, intelecto, pura e simplesmente, não tem custo no cinema norte-americano. Roteiristas e redatores definitivamente não são os queridinhos de Hollywood. Ou não eram.
As garantias Hollywoodianas ainda continuam valendo. Atores rentáveis como Will Smith, diretores renomados como Steven Spielberg e produtores conhecidos como Jerry Bruckheimer contam muito, mas o que dizer de Jeff Bridges indicado ao Oscar de melhor ator, Kathryn Bigelow como melhor direção e Lawrence Bender que chefia a produção de Bastardos Inglórios e também foi indicado?
Não são nomes de peso, não por culpa deles que são excelentes, mas por culpa da máquina. Da estrutura que pasteuriza e escolhe o mais fácil, o mais colorido. O mais burro.
Agora o que o OSCAR 2010 sinaliza para a gente?
Sinaliza que, quer seja como estilo, opção ou viabilidade, o intelecto é VENDÁVEL. Sim, a inteligência, o cuidado, a sinceridade de ideias tem o seu valor por si só. Não importa que a descoberta tenha sido feita por necessidade. A originalidade intelectual é um bom produto e vende. Talvez tenha sido necessário uma crise mundial para mostrar aos estúdios que NÃO, não é absolutamente necessário que se façam filmes cheios de efeitos especiais e com QI de pé de alface e que NÃO, remakes não são a única saída (como tinha virado costume).
E se os estúdios, com toda a sua ganância, prepotência e arrogância aprenderam (mesmo que a contragosto) e estão aplicando essa lição, acho que cada um de nós poderia fazer o mesmo.![]()
Nós publicitários poderíamos vender tudo de maneira nova. As favas com a velha mala-direta e e-mail marketings, que às vezes existe só porque o cliente quer (ou nós é que queremos?). Vamos vender sim, mas intelectualmente. Com verdade. Com DNA. Responder às velhas fórmulas com novos roteiros.
Em família ou sentimentalmente, porque não surpreender? Por que não fazer, falar, construir uma vida diferente? Nova, inteligente, original. Criativa. E com um enredo só seu (e dela) (ou deles)?
Por que ser um John Woo presepeiro (leia-se com dinheiro e sem noção), se você pode ser um Tarantino, pegando tudo o que já existia antes e misturando, conseguir algo totalmente novo? Ou um dos irmãos Wachowski e criar todo um universo? Um Coppola e fazer da sua vida uma obra prima?
Antes que uma crise nos obrigue a adaptar as nossas vidas, exigindo de nós uma iluminação tardia sobre o que realmente importa, vamos criar um enredo que valha a pena ser assistido mesmo que por um pequeno e seleto público. A nossa vida tem que ter cor, efeitos e trilha sonora sim.
Mas a nossa atuação tem que ser sincera. E o nosso roteiro único.
Ahhhhh, passa amanhã…
jan 29th
Do momento em que acordamos até a hora em que vamos dormir somos bombardeados por propagandas de todos os lados. Ao ligar a TV, o Rádio, ao abrir uma revista, ao levar o cachorro para passear, ao navegar na internet. Tem sempre alguém querendo nos vender alguma coisa. Nada contra, afinal, esse também é o meu ganha pão. O problema aparece quando o produto não interessa e o que é pior, quando o “vendedor” passa a ser chato. Artificial.
Acho que hoje a maior prova de chatice publicitária é o product placement tupiniquim (conhecido popularmente como merchandising). Foge a minha compreensão o porquê uma forma de exibição de marca/produto tão legal e habilmente usada por estadunidenses, europeus e até asiáticos, em nossas mãos, vira um momento de total vergonha alheia.
Nos filmes, seriados e clipes importados é comum ver marcas como Apple, Coca-Cola, Starbucks e seus produtos colocados escancaradamente na nossa frente. Eu só não me lembro de ter visto algum ator se referir a eles em cena. Por exemplo: Um casal deitado numa cama, conversando. Ele lendo um livro. Ela com um Macbook no colo. Eles estão falando sobre alguma coisa, mas ele não cita o livro e ela não diz nada sobre o Mac. Mas a maçã iluminada está lá apontada para a sua (minha) cara, e quer saber? Eu adoro! Queria ter um daqueles brinquedinhos! Queria ter uma mulher daquelas! Queria ter uma vida daquelas! E é isso. O product placement surtiu efeito. Não tentou me vender um produto da Apple, mas me vendeu “o sentimento de ter um produto da Apple”. Fiquei com vontade e confesso que de verdade estou louco pra comprar um Macbook. E isso acontece sempre: Queria passar numa Starbucks a caminho do trabalho para comprar café para mim e para os meus colegas da criação, queria ter uma Harley-Davidson para cruzar o país, queria um tênis da Nike para correr no Central Park.
Por falar em Nike, o @johnnytrainoti lembrou aqui de um PP no filme Forrest Gump. A namorada de Forrest lhe dá um par de tênis “especiais para corrida”. Mais tarde, quando perguntado por que ele corria o protagonista responde: “Eu apenas corro” ou traduzindo: JUST DO IT! Lindo isso!
Mas aí me vem a Rede Globo com o seu merchandising de novela: Mãe e filho na cozinha conversam. Ele em pé tomando água. Ela sentada em frente a um laptop navegando na internet. Ele diz: “Mãe, que tal se a gente fosse jantar juntos?” e ela responde “Calma filho, deixa eu fazer uma transferência no Itaú Bankline! É rápido, prático e seguro… pronto, terminei! Vamos jantar meu lindo”.
Ou ainda: Duas amigas conversam na sala. Uma terceira entra com a sacolinha da Natura (Detalhe, a casa é uma mansão e as mulheres certamente teriam dinheiro para usar produtos importados e bem mais caros, tornando a cena inverossímil), daí uma delas vira e diz: “Nossa são cremes?” (detalhe 2, como ela adivinhou?) e recebe como resposta: “Sim, são cremes! Acabei de pegar com a minha revendedora!”.
Pronto, a Rede Globo acabou de perder a oportunidade de ganhar um bom dinheiro apresentando uma bela geladeira inox da Bosch e um laptop Sony Vaio, no caso do primeiro exemplo e também de vender um Tag Heuer no pulso de uma delas e uma TV LG de 52” no segundo caso (aliás, por que a gente não vê aparelhos de tv nas salas das novelas?), tudo isso sem a necessidade de me deixar com ânsia de vômito.
E pra não dizer que não falei em flores (ou filmes), as produções nacionais também não primam pela sutileza, tendo em vista o grande número de fachadas de banco “aparecendo” durante as tomadas.
Como eu disse anteriormente, eu não entendo isso. Será que as TVs brasileiras acham que os telespectadores são tão burros que não perceberiam uma marca inserida no contexto da trama? E outra, o que é mais importante, me dizer que esse ou aquele produto/serviço quer fazer parte da minha vida ou me deixar com vontade de que ele o faça? Product placement brazuca me deixa com sentimento de vergonha alheia do ator, do canal de tv, do produto/serviço em questão e da marca.
Será tão difícil assim acertar na mosca? Não sei, só sei que agora eu vou tomar a minha Coca-Cola ultra gelada e comer as deliciosas bananinhas da Padaria Pão da Hora. Até +.
