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Rede Globo presta um desserviço ao esporte alterando o nome das equipes

Seguindo a sua linha de mudar por conta própria o nome de equipes que levam o patrocinador, a Rede Globo decidiu que a equipe de Fórmula 1 Virgin Racing, que conta com os pilotos brasileiros Lucas de Grassi e Luiz Razia, será chamada de Manor. Pronto. Ela decidiu que, aqui no Brasil, o torcedor que acompanha as corridas apenas pela televisão será enganado. Como se as vendas de passagens aéreas da Virgin fossem aumentar geometricamente se ela não fizesse isso.
Essa imposição segue como o que já é feito hoje com a equipe vice-campeã de 2009, a Red Bull. A equipe chama-se Red Bull Racing, mas para a emissora oficial ela é a RBR. Uma sigla que não diz nada. No caso da Virgin, a Globo se desculpa dizendo que o nome da equipe era Manor antes de ser comprada. Pois então que ela chame a STR (Squadra Toro Rosso, também da Red Bull) de Minardi, já que esse era seu antigo nome.

Infelizmente essa atitude ridícula da Globo não fica apenas na Fórmula 1, ela faz a mesma coisa com o esporte nacional, como o Vôlei e o Basquete por exemplo. Infelizmente essas modalidades são bancadas pelos patrocinadores, muitas vezes são formadas equipes para disputar apenas 1 campeonato por conta da falta de recursos. Aí quando uma empresa como a financeira Finasa, do grupo Bradesco, dá o seu nome para uma equipe, Finasa/Osaco, a emissora simplesmente ignora o patrocinador. Ela rebatiza o time para Osasco, e pronto. Na final do campeonato Feminino de Vôlei, quando o jogo era para ser Finasa x Unilever, foi transmitido o jogo Osasco x Rio de Janeiro. A emissora, arbitrariamente trocou o nome dos times pelas cidades onde eles treinam.
Atitudes como essa não atrapalham apenas os torcedores, mas também o surgimento de atletas, o esporte de alto rendimento. Não faz sentido algum uma empresa colocar sua marca em um time e, quando ela terá retorno por isso, a emissora simplesmente ignora esse investimento, é um absurdo.

Via: Falando Nisso…

Visa aposta no primeiro jogo de Robinho e acerta mais uma vez

Ronaldo_e_Robinho_Visa

A Visa acertou mais uma vez em seu patrocínio pontual. Dessa vez a empresa de cartão de crédito acertou um aporte pontual para o clássico contra o São Paulo, jogo que marcou o retorno do atacante Robinho para o time da Vila Belmiro. O jogo estava 1×0 para o Santos quando Robinho veio para o campo. Logo em seguida o São Paulo empatou. Mas aí então brilhou a estrela de Robinho e dos diretores de Marketing da Visa, o atacante recebeu cruzamento da direita e marcou de letra, fazendo 2×1 para o Santos, um golaço que, com certeza, vai ser repetido no mundo todo, dezenas de vezes.

Há quase um ano, a Visa foi patrocinadora pontual do Corinthians no clássico frente ao Palmeiras. Na ocasião, o segundo jogo de Ronaldo pelo Corinthians, o atacante marcou o seu primeiro gol pelo clube do Parque São Jorge aos 47min do segundo tempo e empatou a partida.

Crescer Vs. Aparecer

Existe uma máxima na comunicação que diz que quem não é visto não é lembrado. Tendo essa afirmação como base, 98,86% (segundo a Dataneto) das empresas preferem ser vistas a qualquer custo, mesmo que a gente não queira. Para isso, fazem o diabo: Aumentam o logo, poluem a cidade e o ciberespaço, invadem programas de tv, transformam revistas de circulação nacional em catálogos da marca e, não satisfeitas, emporcalham as camisas dos times de futebol (principalmente no Brasil).

Na minha humilde opinião, camisa de time de futebol é que nem a mãe da gente. Merece respeito. Ninguém pensaria em transformar a mãe num jornal de bairro, loteando espaços no corpo dela. Sendo assim, por que insistem em disfarçar as camisas dos times num mosaico de mau gosto?

“Porque senão não tem grana pra montar um elenco decente”, responderiam alguns.

Pois bem, para acabar de vez com essa piada pronta, segue um case de tirar o logo feito pelos nossos hermanitos argentinos.

A nova camisa do Racing, time da primeira divisão do futebol argentino sediado em Avellaneda, apresenta um detalhe sustentado por poucos clubes no mundo, mas que faz toda a diferença para quem realmente ama o seu time. O clube negociou a cota de patrocínio principal com o Banco Hipotecario Nacional, uma instituição que quer se estabelecer como uma entidade de serviços gerais e que, por isso, precisa se aproximar do target. Até aí nada de novo, mas o detalhe (que faz toda a diferença) é que o banco optou por NÃO COLOCAR A SUA MARCA NA CAMISA!!!

Isso mesmo, o banco vai pagar o patrocínio, mas não exibe o logo no uniforme!

Todo o esforço de marketing do banco será fixado no conceito de “Nós devolvemos a camisa à torcida”. Esse é o slogan a ser utilizado nas ações relacionadas ao Racing.

O Racing e o seu patrocinador Banco Hipotecario Nacional (que faço questão de citar novamente), servem como exemplo. Provam por A+B que outros caminhos são possíveis. Ao abrir mão da exposição da marca, o banco mostra respeito ao torcedor ressaltando o seu orgulho (Eu se fosse torcedor do Racing já teria aberto a minha conta nesse banco).

Nem na Europa, onde as camisas dos grandes clubes são sagradas (e existem muitas outras formas de remuneração), esse fato é comum. Por isso a ação de marketing do Racing/Hipotecario foi tão amplamente divulgada nos quatro cantos do planeta (coisa que Batavo nenhuma vai conseguir).

A publicidade brasileira anda tomando cacetes homéricos da publicidade argentina quando o assunto é criatividade. Será que agora é a vez do marketing? Isso eu não sei, só sei que eu tenho um pedido a fazer. Não chores por mim Argentina. Deixe que eu mesmo faço isso.