Postagens com o marcador Rede Globo

Na contramão digital

globoxredesocialA Rede Globo não perde uma oportunidade de perder uma oportunidade. Recentemente a central de comercialização da emissora encaminhou ao mercado publicitário a proibição da inserção do nome das redes sociais nos comerciais veiculados, sob risco de cobrança de multiplicidade. Em seu blog eutedisse.blog.br, onde eu li sobre esse assunto, Frank Ramalho cita o exemplo dos comerciais do Banco Santander.

“…se em seu anúncio for colocado a marca ou o endereço twitter.com/santander ou facebook/Santander, isso será cobrado como multiplicidade.”

Eu bem que notei que, mesmo durante as transmissões jornalísticas ou programas esportivos, como o Jornal da EPTV e Globo Esporte, os profissionais ficam constrangidos em citar o Twitter, Facebook ou outras redes, se referindo a elas de maneira genérica. Achei que era cisma minha, mas evidentemente não é.

Agora ficam as perguntas: Em que o aparecimento do nome ou logo das redes sociais influencia a renda da emissora? Será que ninguém no departamento comercial percebeu que o futuro está estampado no facebook e é escrito em 140 caracteres?

Frank Ramalho cita ainda em seu blog o Superbowl, a grande final do futebol americano, que tirou de letra essa questão, fazendo com que a comunicação que tinha início nos comerciais da TV tivesse continuação nas mídias sociais.

O porquê a Globo ainda se assusta com isso é uma incógnita, pelo menos para mim.

Some-se a isso a programação decadente da emissora, a sede de audiência da Rede Record (que como se não bastasse é movida a dízimo) e a compreensão cada vez maior dos meios digitais pela grande massa, teremos então um panorama nada favorável para a Globo.

Mais uma vez um desserviço ao marketing é prestado pela emissora. Como já mencionado nesse post.

É meu amigo, haaaaaaaaaja coração!

Rede Globo presta um desserviço ao esporte alterando o nome das equipes

Seguindo a sua linha de mudar por conta própria o nome de equipes que levam o patrocinador, a Rede Globo decidiu que a equipe de Fórmula 1 Virgin Racing, que conta com os pilotos brasileiros Lucas de Grassi e Luiz Razia, será chamada de Manor. Pronto. Ela decidiu que, aqui no Brasil, o torcedor que acompanha as corridas apenas pela televisão será enganado. Como se as vendas de passagens aéreas da Virgin fossem aumentar geometricamente se ela não fizesse isso.
Essa imposição segue como o que já é feito hoje com a equipe vice-campeã de 2009, a Red Bull. A equipe chama-se Red Bull Racing, mas para a emissora oficial ela é a RBR. Uma sigla que não diz nada. No caso da Virgin, a Globo se desculpa dizendo que o nome da equipe era Manor antes de ser comprada. Pois então que ela chame a STR (Squadra Toro Rosso, também da Red Bull) de Minardi, já que esse era seu antigo nome.

Infelizmente essa atitude ridícula da Globo não fica apenas na Fórmula 1, ela faz a mesma coisa com o esporte nacional, como o Vôlei e o Basquete por exemplo. Infelizmente essas modalidades são bancadas pelos patrocinadores, muitas vezes são formadas equipes para disputar apenas 1 campeonato por conta da falta de recursos. Aí quando uma empresa como a financeira Finasa, do grupo Bradesco, dá o seu nome para uma equipe, Finasa/Osaco, a emissora simplesmente ignora o patrocinador. Ela rebatiza o time para Osasco, e pronto. Na final do campeonato Feminino de Vôlei, quando o jogo era para ser Finasa x Unilever, foi transmitido o jogo Osasco x Rio de Janeiro. A emissora, arbitrariamente trocou o nome dos times pelas cidades onde eles treinam.
Atitudes como essa não atrapalham apenas os torcedores, mas também o surgimento de atletas, o esporte de alto rendimento. Não faz sentido algum uma empresa colocar sua marca em um time e, quando ela terá retorno por isso, a emissora simplesmente ignora esse investimento, é um absurdo.

Via: Falando Nisso…